ogatodaodete
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
It's Over
Praian(d)o
.
teus balbucios
moinho de ventos
assopram ser-tons
assopram ser-tons
e me espraiam
arenosa que sou
horizontal mente
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

eu lhe desejo
um NATAL de paz
e tudo que a ARTE
inda for capaz
e
um Dois Mil e Dez
com muito AMOR
da cabeça aos pés
arturgomes
SampleAndo
http://artur-gomes.blogspot.com/
um NATAL de paz
e tudo que a ARTE
inda for capaz
e
um Dois Mil e Dez
com muito AMOR
da cabeça aos pés
arturgomes
SampleAndo
http://artur-gomes.blogspot.com/
domingo, 20 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Afoita
A espera
Sob nossas cabeças
Está o espaço que se estica
Entre a flecha e a maçã
Açoita
A expectativa
O trajeto que se traduz nos olhos
Traz o rosto de quem corre o risco
Debaixo de cada capuz
Abrupta
A esperança
Agride o alvo com seu jeito imóvel
A esperança
Agride o alvo com seu jeito imóvel
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
rasos, 1
romério rômulo
1.éramos de dois. cada um no seu cada.
rio de rio que lhe se desfaz. amplos de
mundo, tudo. alargado coração em corpo.
similares das margens.
2.trago margens de rios. peixes me lambem.
como visgo, vejo coração. cabelo de
retardo. a caminhada é sol que rumino.
a solidão pronta, jaça sem jaça.
3.
ontem, o través me trouxe. deixou-me
mudo, como que sangue. fiz-me em folha.
4.
anteontens quiseram mais. restaram
corpos em sobre. assins fazem.
(in: Tempo Quando, 1996)
1.éramos de dois. cada um no seu cada.
rio de rio que lhe se desfaz. amplos de
mundo, tudo. alargado coração em corpo.
similares das margens.
2.trago margens de rios. peixes me lambem.
como visgo, vejo coração. cabelo de
retardo. a caminhada é sol que rumino.
a solidão pronta, jaça sem jaça.
3.
ontem, o través me trouxe. deixou-me
mudo, como que sangue. fiz-me em folha.
4.
anteontens quiseram mais. restaram
corpos em sobre. assins fazem.
(in: Tempo Quando, 1996)
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Monalisa
Imaginaram com muita fé
Monalisa em xícaras
De café????
É arte para quem pode,
não para quem quer.
Girassóis
.
Corpos paredes lençóis
permissivos.
Sibilam bocas
provocam olhos ouvidos
: pontos encontros de peles pelos
partes intumescidas.
Tudo cala.
A brisa sopra horas vencidas.
Florescência.
O dia amanhece em paz.
Lou Vilela in Nudez Poética
.
Jura Secreta 92
quero tudo que em teu corpo grita
silêncio onde a palavra é gozo
a lua em tua pele espelha
aquilo que tu’alma aflita
reclama por inda não ter repouso
Artur Gomes
http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com
silêncio onde a palavra é gozo
a lua em tua pele espelha
aquilo que tu’alma aflita
reclama por inda não ter repouso
Artur Gomes
http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
só me regue
nos lençóis desse reggae - zélia duncan
só me regue
eu não te peço muita coisa, honey
apenas um par de
polaroides de viagem
e um help que traduza minha
semi-virgem vertigem
na ponta de outra
[tonta] língua
para que eu capte
no zoom [in]
o oculto sob o azul
da superfície
para que eu intercepte
[e soletre à tez da letra]
a palavra-chave, meu bem
que num passe de
real insensatez
te abre
valéria tarelho
domingo, 13 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Nau da vergonha
.
Aquele cheiro
[misto de suor e fezes]
me enjoava.
Os grilhões rangiam
ensurdecedores.
Precisava de amanhecer
sacudir em ondas e ser devorado.
Gritar, enfim, liberdade...
Liberdade!
.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sem nome, rosto, lugar
Arte: René Magritte
Quero amor
.....sem nome, rosto, lugar.
.....Alguém que, se minguada lua for,
.....venha estrela.
Marcadores:
Hercília Fernandes,
HF diante do espelho
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
piratininga
.
avenidas me trespassam
rios correndo dentro
adagas
a chuva é tanta
lágrima
e o frio abraça por todo lado
violento
me comendo os ossos e adentro
a matriz desse amor difícil
forjado preto no branco
polis urbe úbere
treze listras amordaçam
profano
meu tesão paulista
cuspalavras inoculadas
do caos
jorra-me o aço da matéria
agora que só derivo
em linha férrea
aferrada à vaga sensação
de que na plataforma somos cúmplices
[não espalhe]
potencialmente suicidas
prestes a voar
e loucos pela vida
no susto de sermos um
no desvão do encontro átimo
último ato
a cidade feita a cada passo
e antes que perceba
e antes que anoiteça
e antes que as putas da augusta
me reconheçam...
o violinista de terno chama
tocando Bach só para mim
:sem saber que apaixonada
posso dar meia volta e sorrir
avenidas me trespassam
rios correndo dentro
adagas
a chuva é tanta
lágrima
e o frio abraça por todo lado
violento
me comendo os ossos e adentro
a matriz desse amor difícil
forjado preto no branco
polis urbe úbere
treze listras amordaçam
profano
meu tesão paulista
cuspalavras inoculadas
do caos
jorra-me o aço da matéria
agora que só derivo
em linha férrea
aferrada à vaga sensação
de que na plataforma somos cúmplices
[não espalhe]
potencialmente suicidas
prestes a voar
e loucos pela vida
no susto de sermos um
no desvão do encontro átimo
último ato
a cidade feita a cada passo
e antes que perceba
e antes que anoiteça
e antes que as putas da augusta
me reconheçam...
o violinista de terno chama
tocando Bach só para mim
:sem saber que apaixonada
posso dar meia volta e sorrir
.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Amigos Poéticos - Poesia Visual
a
Libro de Poesía Visual compartido con amigos
presentado en la Barraca Vorticista
el 5-12-09 - Día Del Arte Correo
mas poesía visual
.
presentado en la Barraca Vorticista
el 5-12-09 - Día Del Arte Correo
mas poesía visual
.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Casa de Poesias - poemas visuais de Constança Lucas

Nome da exposição: Casa de Poesias
Poemas visuais de Constança Lucas
até o dia 18/12/09
Parque da Água Branca
São Paulo -SP
A transparência como caminho de leituras múltiplas, poemas visuais, colocados nos vidros, para serem vistos / lidos por dentro e por fora da casa de vidro.
Transformando o espaço expositivo numa Casa de Poesias - poesia desenhada como palavra e desenhada como imagem.
Todos os poemas visuais desta proposta artística são receptáculos. Receptáculo local que acolhe, guarda, abriga, recolhe...
O frasco e a chávena são objetos com discursos próprios, cujas formas desenho de memória a partir do meu repertório como observadora desses objetos presentes no cotidiano privado e público da maioria das pessoas. Tenho em consideração as qualidades plásticas e gráficas da linha na construção do desenho de cada um deles.
Crio sintaxes gráficas e poéticas sobre experiências visuais e espirituais. Os desenhos dos receptáculos e os desenhos das palavras fundem-se e formam os poemas visuais.
Constança Lucas
constancalucas.blogspot.com
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
horizontal
dos mais inesperados aeroportos alço novo plano de vôo no cheiro da tempestade. rotas tortas acrobacias e rasante as trajetórias se confundem nos meus horizontes.
ao longo da noite longe a pista se acende em fracas luzes. os olhos turvam-se na des-medida distância... ajeito os óculos na cara acendo outro cigarro e no meu peito ardem as horas que me consome.
dias meses anos séculos: cicatriza-se o tempo que jamais me pertenceu.
sidnei olivio
___abastança
A saudade é-me tão intensa...
e os sustos de Chagall conseguem

expressar, com ciência e reverberação,
o caos que se ordena em grãos
e a abastança em meus sentimentos.
Marcadores:
Claude Monet,
Hercília Fernandes,
HF diante do espelho,
Marc Chagall
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
silêncio gritos & sussurros
o seu corpo do poema
pede-me silêncio
ou algazarra?
farrade bocas pernas coxas línguas e dedos
nos recantos mais profundos
por onde dorme o teu desejo?
carícias delicadas
pela nuca em torno da orelha
lábios deslizando
ao redor do teu umbigo?
o que o seu corpo do poema
quer viver comigo?
o seu corpo do poema
no deserto das delícias
é escorpião ou percevejo?
é calmaria ou tempestade
no alto mar da liberdade
pede-me noite ou claridade
ou
implora-me desesperadamente
os mais selvagens beijos?
arturgomes
sampleAndo
http://artur-gomes.blogspot.com/
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
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